No Boteco
Ela estava vendo o tio montar seu sanduíche. Com a mesma mão que pegou a nota de dois reais, sem lavar e ainda passando na testa para limpar o suor, ele cortou a alface a o pão. Ela ficava imaginando que o máximo que poderia acontecer com ela era uma infecção intestinal – ninguém morria disso. Abstraiu. Nesse exato momento ela percebeu que o tio tinha uma micose esverdeada nas unhas, e não conseguia parar de imaginar as leishmanioses, botulicoses, escherichias colis e outros micróbios nojentos que estariam definitivamente habitando seu lanche. Mas ela vai ter que escolher entre comer aquilo e passar fome, e isso a irrita profundamente.
Ela é muito fresca.

3 Comments:
PORRA!!!!!!!!! PÁRA DE ME PLAGIAR, Ô CARALHO!!!!!!!!! ^_-
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Mari, at 24 Junho, 2005 14:20
Ewwwwwwwwww! Esse texto me lembra uma música do Rogério Skylab, a do Cachorro-Quente... :D
Diz uma coisa, isso é um post de ficção ou baseado em fatos? :D
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Paty, at 27 Junho, 2005 03:05
... Ah, são as bactérias que dão gosto ao podrão.
No fundo é tipo uma seleção natural - só hão de sobreviver aqueles cujos estrombos e tistinos são suficientemente resistentes...
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Aline B., at 03 Julho, 2005 18:13
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