Nada o que Fazer 2!

Quinta-feira, Setembro 28, 2006

Um Ano Depois...

A última aula havia acabado e os amigos foram todos correndo pra casa, mas ela quis descansar um pouco na pracinha antes de voltar. A lua platinava um céu sem nuvens e as árvores pendiam numa dança suave, enquanto grilos cricrilavam à brisa fresca da noite.

A paz dominava o lugar. A menina sentou em um dos bancos vazios sem se preocupar com porquês. Ela só queria ficar ali olhando para o alto e varrendo com os olhos cada detalhe daquela simplicidade banal, porém tão suficiente. Um gatinho compartilhava o mesmo banco e, por mais que estivesse ali todo o tempo, ela levou alguns minutos para percebê-lo.

- Esse gato tem uma cara de psicopata...

O animal era o único ser que destoava daquela harmonia quase perfeita. Seu pescoço tenso mirava com rapidez cada pequeno movimento de qualquer coisa. Como a praça estava vazia, chamavam sua atenção os sopros de vento mais enlevados que distribuíam as folhas para longe, e o uivo distante de algum cachorro chorando a lua crescente. A menina mirou-o sem pretensões, no que o gato respondeu ao olhar, sem se desfazer do temor misterioso.

Preferiu esquecer um pouco o bicho e pegou um livro na mochila. Folheou as primeiras páginas, leu a capa, a contracapa, mas a luz se mostrara insuficiente e ela não conseguia se concentrar! Guardou o livro. Um sopro de vento mais forte levantou algumas folhas secas do chão, então o animal decidiu abandonar a tensão presa do banquinho e saltou em direção a elas. Recuperou-se a harmonia, mas ela preferiu voltar pra casa.

Outras aulas acabarão e os outros amigos voltarão para casa sob outras luas platinadas de novos céus sem nuvens. As árvores penderão em outras danças suaves e outros grilos continuarão cricrilando à brisa fresca da noite, enquanto a menina nunca sabe se verá o gato de olhos estranhos novamente.

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Os cabelos estavam grandes e a mãe mandou o menino dar uma aparada no salão perto de casa. O sol brilhava um céu azul sem nuvens e as árvores não pendiam em nenhum tipo de dança, por mais suave que fosse, devido ao abafado terrível do verão.

A rua estava um caos. O menino passou por um grupo de amigos que o chamou para jogar bola, mas ele queria obedecer à mãe para quem sabe ganhar uma recompensa banal, como um chocolate de camelô. Entrou no salão e a cabeleireira pediu alguns minutos, no que ele concordou, sem reclamar. Como o salão estava vazio, chamava sua atenção o jogo de espelhos ótimos de olhar para qualquer lado sem mexer a cabeça. Logo que começou a brincadeira, viu um sorveteiro.

O vendedor quase nunca pára naquela rua, mas neste dia em especial estacionou ali para aguardar a freguesia que não demora muito a chegar. Aparecem meninos, velhos, adultos, toda sorte de gente querendo se aliviar do calor. O sorvete até que custa pouco, mas se ele não resistir à tentação, terá que desistir do cabelo cortado. A mãe lhe dera o dinheiro certinho.

- Esse cara quer me levar pro mau caminho de qualquer jeito...

Preferiu esquecer um pouco o tio e pegou uma revista na bancada. Folheou as primeiras páginas, leu o índice, as frases da semana, mas o calor se mostrara forte demais e ele não conseguia se concentrar! Guardou a revista. Uma vontade de ir ao banheiro tomou sua bexiga, então ele decidiu fazer xixi e logo depois abandonar a tensão presa e comprar o sorvete. Quando voltou, viu que o cara não estava mais lá, foi embora buscar freguesia em outras praças. Filho da puta...

Outros fios de cabelo crescerão e mãe o mandará outras vezes cortar o cabelo em salões perto de casa. O sol brilhará outros céus azuis sem nuvens e as árvores continuarão paradas sob outros abafados terríveis de verão, enquanto o menino nunca sabe se verá o tio o levando pro mau caminho novamente.

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

Mentiras

Se tem uma coisa que eu não me conformo é dizerem que contra-filé quebra o galho, na falta de coisa melhor. Isso é abuso de boa vontade. Um pedacinho de filé mignon, por exemplo, compensa quilos e mais quilos de músculo, dobradinha ou ponta de agulha, nojentos só de se ver.

Certa vez uma tia tentou me empurrar uma sobra de contra-filé, dizendo que era “de primeira”. Só que o fator psicológico, conforme você cresce e deixa de ser cabeça-de-prego, vai perdendo sua força com uma intensidade astronômica. Hoje, além de eu conseguir reconhecer um pedaço de contra-filé a milhas de distância, aquele gosto de cueca velha não me engana mais.

Pra você, contra-filé tem gosto de quê?
a) Barbante
b) Papel higiênico
c) Band-aid
d) Mosca torrada
e) Cueca velha

Não me deixem no vácuo, hein, pessoal?!

Domingo, Setembro 11, 2005

Série Equilíbrio - Parte II

Esse blog é uma terapia. Só aqui mesmo pra eu conseguir superar os traumas que me abatem quando as entidades sobrenaturais do cosmos resolvem zoar com a minha cara. Depois de uma semana relax e cheia de não-aulas, acho que já consigo escrever sobre a sexta-feira retrasada, que foi um dia totalmente “nobody deserves”*. Freud explica.

Quase três horas de engarrafamento para (não) chegar à aula, o nariz inchando devido a um acidente doméstico e um pombo cagando no meu braço depois, qualquer sombra de bom-humor já havia escorrido pelo ralo há muito tempo, junto com a chuva. Talvez a Madre Teresa de Calcutá ou Buda conseguissem manter o auto-controle sob estas circunstâncias, mas isso se ninguém os pedisse ajuda pra comprar roupas nas lojinhas de rua, debaixo de chuva e com a cabeça prestes a explodir**. Aí sim, tenho certeza que até a Madre daria um piti batendo os pezinhos no chão e Buda convocaria o primeiro que encontrasse na rua pra uma luta de sumô.

Precisando de qualquer jeito recobrar a serotonina no meu cérebro, comprei uma caixa de chocolates. E aquela revolta que sempre me sobe quando a caixa está acabando, desde que eu me entendo por gente, agora se refletiu em ação. Preciso pensar que sou parte de um Movimento Revolucionário (MEFÚ, com muito orgulho), e os protestos não podem se limitar apenas ao meu eu interior. Ele já deve estar de saco cheio, tadinho! Vamos reclamar com o tio, a vó, o cachorro, o galinha, vamos encher o saco das vacas, das putas... o negócio é mobilizar.

Olha o e-mail que eu mandei pra Nestlé:

“Bom Dia,

Venho fazer uma reclamação que sempre esteve entalada na garganta de todos os brasileiros, em especial os chocólatras. É um problema que há muito tempo ultrapassou as fronteiras do individualismo e está prestes a entrar – se já não entrou – para os anais da cultura popular.

A inércia provavelmente impediu muita gente de parar e escrever para vocês, mas eu aprendi nesses 19 anos que não posso me calar frente a um desajuste! Portanto, vocês vão ter que me ouvir!

Dia desses, passei por várias intempéries e decidi comprar uma caixa de chocolates Nestlé, pra ver se me desestressava. Dividi-a com mais duas pessoas, que, assim como eu, atacam tudo de chocolate que vêem pela frente. Quer dizer, quase tudo. Quando a caixa já estava chegando no final, sobraram 5 Charges, e esses ninguém – nem as chocólatras – quiseram pegar. Senti até pena dos bombomzinhos.

Quando mamãe chegou em casa, igualmente atacada pelo mau-humor, ofereci na maior boa vontade os bombons, mas ela gritou comigo: “Ah, Priscila, Charge não! Charge é sacanagem!”. E os chocolates estão rolando aqui até hoje, abandonados num cinzeiro vazio.

Este caso não se restringe a mim nem ao meu grupo de amigos. Já vi várias pessoas reclamando que os chocolates ruins são os que vêm em maior quantidade nas caixas. Por isso, faço uma sugestão: descubram quais são os chocolates preferidos dos consumidores, e aumentem a quantidade proporcional deles. Em contrapartida, diminuam aqueles que são rejeitados pela maior parte do pessoal, evitando assim o abandono compulsório de bombons, que é algo muito triste.

Se minhas sugestões forem acatadas, tolerarei até um aumento no preço da caixa, mas ele não pode passar de 50 centavos. Aí já é abuso.”

Ainda aguardo resposta.

* Breve versões em iídiche e turco seljúcida.
** Anastha, não me leve a mal!...

Domingo, Agosto 28, 2005

Heil Hitler

Venho por meio desta inaugurar o MEFÚ – Movimento pelo Equilíbrio da Fauna Urbana - que visa, a partir de estratégias inspiradas no entreguerras do século passado, contribuir para o controle de uma praga genética – o sexo feminino.

As técnicas adotadas por nosso grupo não se pretendem novas. Pelo contrário. Setenta anos depois do terror que ainda enevoa a história da humanidade, assumimos, com uma coragem digna das vanguardas revolucionárias, que o totalitarismo será nossa mola-mestra. Mas calma! Não vamos repetir a destruição inconseqüente daquela época. Canalizaremos as estratégias – a princípio hediondas – para uma boa causa: a redução da diferença percentual entre a população masculina e a feminina, nas sociedades urbanas brasileiras.

Todo mundo sabe que a mulherada sempre existiu em excesso, e isso sempre encheu o saco. Ônibus, shoppings, supermercados, universidades, elevadores... lá estão elas, atrapalhando umas às outras e contribuindo para o crescimento de mais um estresse entre tantos outros estresses pós-modernos: a guerra por machos.

Em uma cultura que valoriza a monogamia, a tortura torna-se ainda maior. Excluindo-se os gays e os parentes do critério de “homens potenciais”, a proporção entre a mulhegada e a machitude deve chegar na casa dos 3:1. E essa crueldade estatística reverbera em atitudes exercráveis: fura-olhismo, fofoquismo, rouba-outrismo e barraquismo. As heroínas que conseguirem se manter imunes a estas baixarias entrarão, com louvor, para a Sociedade das Agregadas, e sairão da linha de tiro de nossos atentados terroristas.

Isso mesmo. Queremos acabar apenas com dois tipos de sub-raças femininas: as P.U.T.A.s – Potenciais Usurpadoras do Território Alheio, e as V.A.C.A.s – Vespas que Atacam a Caça das Agregadas. (Repare que estes critérios envolvem alto grau de subjetividade e, no fundo no fundo, apenas um único juízo terá verdadeira validade neste processo de aprovação: irmos com a sua cara.)

Para alcançarmos algum êxito, precisaremos de muita união e empenho na execução dos planos descritos abaixo.

1) SHOW BENEFICENTE POR UM MUNDO MELHOR
Local: Maracanã
Convidados: Backstreet Boys, Hanson, ‘N Sync e KLB.
Aposto que todas as V.A.C.A.s e P.U.T.A.s adoram essas boybands insuportáveis. Ora, juntemos todos no Maracanã e explodamos a parada toda, com 20.000 granadas. Menos mulheres e menos boybands na face da Terra. Quer mundo melhor?

2) CHAPINHA GRÁTIS
Local: qualquer salão
Nem precisa dizer que basta uma placa xexelenta com os dizeres “Escova Progressiva Grátis” ou “Chapinha Grátis” pra criar um escarcéu feminino. Feita a zona, é só trancar todo mundo e abrir o chuveirinho do gás.

Claro que isso tudo são rascunhos. Minha capacidade criativa como mentora do movimento já se esgotou, rapidinho, rapidinho. Portanto, peço a ajuda das agregadas para que, juntas, alcancemos nossa grande meta. Em no máximo 20 anos, extinguiremos as sub-raças que tanto denigrem a imagem feminina! Abaixo as VACAs e PUTAs! Viva o equilíbrio da fauna urbana! Auf Wiedersehen!

Segunda-feira, Agosto 01, 2005

Eu, profissional


Querido Ciclo Básico,

Finalmente posso me despedir de você com a cabeça fresca. Ontem, domingo de sol, Titio Zé resolveu liberar a classificação! Não escondo uma virgulinha de orgulho por ter conseguido entrar para jornal, mesmo que meu CR se perca no meio de outros zilhões de 8,4s (e o Zé ainda me bota por último na lista, fio d’ uma égua!). Estou light e borbulhante, querendo brincar de “nós andamos iguais” o dia inteiro! Alguém topa? Claro que sim. Todos os meus colegas de período devem estar que nem eu, saltitantes como Bambis depois da caça. Afinal, ontem foi um grande dia, o dia da suruba internética: ecoínos carpiram-se das timidezas e, despudoradamente, revelaram seus CRs para o mundo. Que coisa linda! Acabou o estresse dessa competição desleal! O momento é de vivas. Viva Paulo Coelho! Viva Raul! Viva, viva, viva a sociedade alternativa! Viva o Romário e o Tetra! Viva Galvão Bueno! Viva Argol... ops! Isso não. *

Bom, chega de festa. Como toda felicidade que se preze acaba rápido, essa não poderia ser diferente. Deixo os floreios comemorativos de lado e admito: é impossível que este ritual de saída do ciclo básico não me provoque alguns refluxos de introspecção. Entrar no SIGA e ver que agora já sou uma estudante de jornalismo me faz questionar se esta opção tende para uma grande loucura ou para uma trilha pródiga. Além disso, ponderar sobre a própria carreira é, na pior das hipóteses, descobrir que talvez você não seja brilhante o suficiente para seguí-la, ou que ela seja careta demais para adaptar-se à sua genialidade. A escolha cabe à mentalidade de cada um, por mais que a farinha seja do mesmo saco.

Antes de me decidir pelo curso de comunicação, sempre questionei o valor do diploma pra um jornalista. Na verdade, isso me fez criar uma ligeira aversão à categoria. Até o segundo ano estava certa de que cursaria ciências biológicas. Adorava biologia, principalmente as aulas práticas: cortar o vacúolo dos peixinhos, ver os micróbios no microscópio, ficar olhando aqueles bichos estranhos no formol... Contudo, nesta mesma época, criou-se em mim um gosto insuperável por redação, e concluí que, entre a escrita e os micróbios, a primeira opção seria um pouco menos nojenta.

Qual a função de um jornalista? O que ele faz que os outros não podem fazer? Pelo menos nestes três primeiros períodos de curso, ainda não consegui encontrar a resposta. Nada do que eu li ou produzi até hoje é sectário. Isto significa que basta apenas boa vontade, e não conhecimento prévio, para que um advogado (eca!), um biólogo ou um engenheiro compreendam tão bem quanto eu toda a ementa do curso. E produzam textos jornalísticos. Essa capacidade universal da escrita já é mais do que suficiente pra um rebaixamento incontestável do nosso futuro ofício. Por que, na seção de economia, não se convidam economistas? E na seção de direitos do consumidor, por que não um (arrrrght!) advogado? Talvez aqueles que ainda vivem nas colinas verdejantes dos Teletubbies digam que o labor do jornalista esteja em criar a ponte entre o linguajar cru e intragável dos discursos técnicos e o público leigo. No fundo, no fundo, os que pensam assim devem se ver como mártires que atravessam lindamente o caminho entre o conhecimento inacessível e a massa indefesa, assemelhando-se àqueles heróis românticos da Idade Média. Roubem dos ricos para dar aos pobres, diria Robin Hood. Uns docinhos, não é mesmo? Melhor que picolé de chuchu. Eu adoraria que isso tudo fosse verdade. Mas não é.

Acontece que quem pensa desse jeito não parece captar o óbvio. A função do jornalista é, sem dúvida, uma das mais subjetivas possíveis, e por isso mesmo aberta a um enorme leque de falhas. Subjetiva e superficial, se considerarmos que nem sempre eles falam daquilo que entendem. Não é difícil encontrar, na Scientific American, erros crassos de tradução observáveis até mesmo por mim, uma estudante leiga. Isso sem contar nas derrapadas bobas da Veja, quando resolve se enveredar por assuntos científicos. Quando se fala em ciência, adoro citar a Superinteressante como exemplo. Lembro que, até meados dos anos 90, ela era uma revista basicamente científica, escrita boa parte por especialistas - havia jornalistas também, mas eles trabalhavam sob o respaldo dos primeiros - , e nem por isso abordava os assuntos de forma inacessível. Esperava as edições novas todo mês só pra ler a coluna do Luiz Dal Monte, e tentar resolver aqueles desafios irresolvíveis. Hoje, com a mudança na linha editorial, a revista adquiriu um toque mais, ehhr, digamos... jornalístico. E também ficou mais superficial, incompleta e sensacionalista. Uma lástima.

Algo que põe em xeque a credibilidade desta função é sua subjetividade imanente que, mesmo conservada sob uma linha editorial, ainda assim encontra meios para se manifestar. Isso não fica muito claro na seção de política, onde a mão-de-ferro é mais pesada. Consigo perceber essas variações de modo mais evidente nos cadernos culturais da vida, principalmente nas críticas de cinema. Aqueles que estudaram na ECO farão altas alusões ao Sr. Umberto e à crítica da indústria de massas; já os egressos da UFF não deixarão de citar Joseph Campbell, enquanto os da USP destrincharão outras áreas da cultura que eu desconheço, e por aí vai. Não apenas isso, mas a vivência de cada um e suas experiências particulares servirão como determinantes numa análise que se pretende neutra (pelo menos a princípio). É como perguntar sobre o sentido da vida para os discípulos de Leibniz e, em seguida, ouvir os seguidores de Schopenhauer. Respostas assustadoramente diferentes a uma mesma pergunta tornarão a questão irrespondível. Trata-se, portanto, de proselitismo acadêmico, e eu não sei até onde isso é saudável.

Os blogs e as mídias independentes abrem margem a um outro tipo de discussão: como diferenciar o jornalista online de um blogueiro? Os dois se misturam ou são como a água e o óleo virtuais? Alguns argumentarão que o calcanhar-de-aquiles das novas mídias seja a qualidade, já que nelas não há “informação triada, apurada e uma linha editorial coerente”. Como é chato, mas esse lero-lero todo se desconstrói quando a gente vê “os sérios e competentes” jornalistas surrupiando informações de fontes bambas como essas. Mais chato ainda é quando sites como o Cocadaboa se aproveitam desses ganchos, e transformam a classe num lago de patos em potencial. Não são apenas os estagiários que eles fazem gritar “Quá! Quá!”, mas grandalhões da mídia tradicional, como Ricardo Noblat e Marcelo Tas. Acho isso tudo uma gracinha, mesmo!

Porque, afinal, a lição dá um banho de água fria nesses aspirantes a espelho de mundo que não passam de vidraçarias enlameadas. Não, amigos, nós não somos simulacros de Minerva que povoam os campos verdejantes e levam alegria e sabedoria ao mundo, como os Teletubbies. Somos sim, seres humanos absolutamente normais, e vulneráveis, quem sabe acima da média, aos erros. Talvez o primeiro passo de um bom jornalista seja, por trás de todo glamour falacioso, ter consciência de suas próprias limitações. E ponto final.

Alguém quer picolé?**

* Se você viajou na maionese e entubou no suco de uva com o primeiro parágrafo, leia o blog das Trovadoras! Atualizated today!

** Se você dropou na batatinha com este post inteiro, vai ver o programa do Faustão.

Terça-feira, Julho 26, 2005

Surpresinhas

Ontem, acordo às 2 da tarde, na maior inocência, e a Amanda me apronta uma, bonita!

- Priscila, divinha só!? Fiz batatinha fritaaaa!!

A cozinha cheia de fumaça não se distanciava muito de um incêndio. Deve ter sido por isso que eu acordei. Sou alérgica a gordura. Arght!

Olhei pra ela com a minha melhor cara de cú (com acento mesmo), e proferi, em tom anódino:

- Amanda, minha cara... veja bem: isso não é batata-frita. Muito menos batata engordurada. Isso é GORDURA EMBATATADA!!... Porra. (é, eu gritei um palavrão, mas foi baixinho).

Na hora passou reto, mas 120 minutos depois eu passei a amar esta expressão! Vou mandar um e-mail pra Ruth Lemos com a idéia, agorinha, agorinha!

Tracklist: Rap da Ruth Lemos * Pepe Lota * Rogério Skylab * Brenda Lee * O resto eu tenho vergonha de falar

Domingo, Julho 24, 2005

Na falta do que fazer...

Faço a mim mesma! Versão Sim:



Ficou parecido??